é necessário você preparar seu amor, arrumar sua cama, acender sua chama para me receber essa noite, para não pretender mais que sou, para se proteger disso tudo... ninguém vai nos fazer mal.
é importante você me saber, acolher como eu colho em você esperanças de querer... e deitar ao seu lado de noite e deixar que a paixão me domine. num abraço pretender ser mais forte do que as leis que me levam a você.
quando você cai dentro do meu coração é como se o sol e a lua se esparramassem pelo chão...
qualquer coisa que eu pudesse dizer seria pouco. não dá pra chegar nem próximo do quanto meu coração se alegra com seu sorriso, e se amansa na sua presença.
sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
à escola
ontem fui passear ali na rua de cima e passei na frente duma escola no horário de saída. escola pública, claro, senão não tem graça. a construção grande, alta, aquele moooooooonte de criança e adolescente muito-louco.
caramba, dá uma vontade de falar pra eles todos aproveitarem bem, porque vai passar suuuuuuuuper rápido... mas não adianta, é assim que tem que ser. eles vão perceber depois...
mas atentei sobretudo pra dois aspectos: os estereótipos escolares e as mudanças que aconteceram dos meus anos 90 pra cá.
os estereótipos não mudaram muito não. tem a bonita princesa que nunca, nunca vai dar bola pra nenhum dos esfarrapados da classe dela. talvez prum mais velho, com cara de cafetão - que também é esfarrapado, mas dum jeito bem heterodoxo usa isso a seu favor. tem a gostosa mas nem tão bonita assim, que se usa das protuberâncias pra sair na frente da bonita princesa. mas como homens gostam mesmo é daquilo que eles não têm - desde a infância e para sempre -, eles pegam a gostosa mas ainda cortejam mesmo a bonita princesa. bom, enfim, tem a grande maioria que é feia mesmo. feia, desconjuntada - como toda pessoa é dos 10 aos 15. tem as meninas desbocadas que andam com os meninos, tem os meninos mais sensíveis que andam com as meninas.
bom, as mudanças. não tinha essa tecnologia de ponta levada à escola. todo mundo com celular, com Ipod, com essas coisas que nem sei bem o nome mas que tocam música alto pra caramba. e aí cada um tá ouvindo uma coisa, ou vendo algo naquela telinha e no fundo ninguém tá junto. vi pelo menos três grupinhos ou duplas de 'amigos' andando juntos, um do lado do outro, cada um no seu mundo. pô, pra que servem os amigos em 2012? tinha pouca conversa e muito grito, pouco olhar e muita música alta. deve ser foda ser professor dessa pirralhada, todo mundo postando no facebook no meio da aula, deve dar uma vontade de enfiar o celular goela abaixo do cidadão...
e senti aquele cheiro bom de livro de biblioteca, de merenda, de uniforme passadinho... ah, se me o Universo permitisse viver algo de novo, certamente seria uma terça-feira qualquer de 1995... pra viver um dia inteiro, do início ao fim! mas sabe que, por um lado, talvez o que tenha tornado esses anos tão dourados tenha sido justamente o fato de estarmos inconscientes de que passaria, focados só naquilo ali, sem absolutamente nenhuma preocupação. aí se eu fosse hoje viver um dia de 95 com a consciência que tenho hoje, talvez não fosse tão leve. eu ia tentar, mas seria mais difícil do que era quando era natural. êta, vida boa, que traz e leva tudo na hora certa!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
do discurso do 'eu'
uma dessas lições que eu aprendi com o tio marco. tio marco é uma daquelas pessoas que você tem vontade de passar a vida inteira escutando falar, contando histórias, inventando teorias, sejam válidas ou não. afinal, a validade pouco importa! aliás, eu passaria a vida junto com toda a família do tio marco - e que chamo de 'minha' sem medo de ser feliz e com todo amor que há no coração! pelo simples fato de que todos são encantadores cada um do seu jeitinho, no seu falar limeirense que tem aquele L que dizia 'minha Linda' lá os primórdios dos anos dourados e loucura e quinta-i-breja.
enfim, voltando ao referido discurso do 'eu'. isso irrita o tio marco. fato, nunca ouvi ele falar de ninguém. ah, minto, já ouvi sim: ele falava de um sobrinho da tia denise que ele gostava demais, e adorava o cara e era fã do cara. só. de resto, o assunto é sempre transcendental. atemporal. sempre enche os ouvidos e faz o coração ficar feliz e cheio de novos termos, nova vida. bom, coisas de casa do tio marco que só estando ali mesmo pra saber. ai, caramba, que saudades!
novamente, voltando ao ponto: o mundo tá doido dum tanto que as pessoas não percebem seu discurso do 'eu'. é o tempo todo, como se uma disputa fosse. cada um conta de si, e enquanto o outro fala nada se escuta: afinal, é apenas a espera para que se inicie um discurso de si mesmo, repleto de competições sem fim, de quem é mais engraçado, quem teve o melhor fim de semana, quem tem a história de amor mais complicada. é bom ficar atento, afinal, todos podem cair nessa. e, mano, é CHATO pra cacete escutar alguém falando de si desmedidamente! calma, não é que não se possa falar da gente; pode, claro, compartilhar é super saudável, contar uma história, pedir uma ajuda, contar como foi sua semana só pra trazer a pessoa pra sua realidade um pouquinho e tal. mas só. chega. nada de se estender e ter sempre um comentário sobre o quanto a SUA vida é mais legal, o SEU ônibus demora mais, o SEU trabalho é mais importante e o SEU namorado é mais sensível. na carência de contar sobre o que é SEU, faça um diário. dá super certo! e tem vantagens: a memória seletiva. escreve só o que quer lembrar daqui uns anos, e pronto, da parte chata ninguém vai lembrar. fantástico!
a propósito, vale ressaltar que muito pouco do que a gente diz de nós - e até do que sabemos sobre nós - é real. não se trata de quem somos realmente. trata-se, na verdade, duma máscara que é mesmo difícil de reconhecer. tudo que nos disseram, nos fizeram acreditar sem questionar, e mesmo tudo isso que se vê pelas ruas é só miragem. nada disso existe. o que existe é muito mais sutil e muito mais poderoso. e é a ausência disso tudo que permeia os discursos do 'eu' espalhados por todos os cantos, que se pode ouvir toda hora, toda hora, simplesmente toda hora...
basta olhar a natureza. ela é, majestosamente. uma flor é de cores, exala perfume, colore, alegra, e não fala. não discursa, não exalta seu nascimento nem sua prole. não se orgulha: ela é! as maiores jóias vistas no planeta Terra nada dizem: são espetáculos, como o pôr-do-sol, a manhã rosada, as quedas d'água que saem lá de cima, descem as serras, escorregam nos nossos olhos que se enchem de beleza e vida. ah, como eu preciso aprender ainda a simplesmente ser, como agradeço por ter acordado e ter vivido mais um dia e andado por mais uma estrada nova e visto mais lições dessas que vi, que pude sentir enquanto o dia se estendia em belo céu azul claro.
PS: olha, depois dum dia desses, fica a certeza cada vez maior de que nosso encontro foi diferente de tudo, tudo! foi reencontro - e você tentou me mostrar desde o primeiro dia. caramba... que sorte a nossa, hein? :)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
mês de maio
azul do céu brilhou: o mês de maio enfim chegou!
olhos vão se abrir pra tanta cor...
é mês de maio, a vida tem seu esplendor.
a luz do sol entrou pela janela
e convidou pra tarde tão bela e sem calor.
é mês de maio, saio e vou ver o sol se pôr!
horizonte de aquarela que ninguém jamais pintou
e um enxame de estrelas diz que o dia terminou...
noite nem se firmou e a lua cheia já clareou.
sombras podem ir, façam favor!
é mês de maio, é tempo de ser sonhador.
quem não se enamorou no mês de maio bem que tentou,
e quem não tiver ainda amor,
dos solitários o mês de maio é o protetor.
pro futuro, quem nos dera que te dessem mais valor...
pode trocar mês de maio pelo seu nominho.
você enfim chegou pra encher de cor a vida da brunamaria!
segunda-feira, 23 de abril de 2012

... como o amor suave e terno de Rose e Bernard
... como o desespero, a angústia e o heroísmo de Jack Shephard
... como a liberdade líquida, egoísta e azul-marítima de Kate Austin
... como o olhar atônito da loucura de um terno azarado Hurley (Hugo Garcia)
... como as aquosas e lânguidas mentiras de um frágil Benjamin
... como Jacob (branco) e não-Jacob (...)
...como o amor deslizante, aveludado, de costuras soltas e diamantes de Desmond e Penélope
... como o amor surdo, cego e mudo, mas ensolarado e alaranjado de Sun e Jin
... como os amores não-amores de Kate
... como o cinismo, sem-nome, nômade de James Sawyer
... como a alma torturada de um amigo assassino Said Jarrah
...como a ingênua Claire
...como o iluminado Walt
...como o lúdico, inebriado Charles
...como o encantado Widmore
e acima de tudo e não menos importante...
...como o louco, sábio, sonhador de trilhas John Locke
assim é a vida de todos e assim são as ilhas perdidas
pois jamais deixaremos de estar perdidos
viver é cair por acidente numa ilha fantástica... na qual destino e liberdade são amantes-dançarinos eternos
mas de fato, 'brother', cair...
foi a melhor que aconteceu em nossas vidas
Live together and die alone
Rafael de Souza
quarta-feira, 18 de abril de 2012
quando um amor começa, nossa alegria chama
nascemos, então!
ele me sorri com os olhos, com as mãos. o mundo assim, tão louco, mas pára quando a gente se cruza, se abraça, se sente, se olha, se vê.
meu bem maior é uma beleza rara, é minha paixão mais genuína, é quem eu tenho guardado na alma e decerto não de agora: deve vir de antes e nossas almas devem ter a mesma idade. o meu coração já se pôs por completo na frente dele, está aberto como nunca antes.
é belo quando a gente aprende a cultivar os bons sentidos, levar cada dia como se fosse o único que temos ao lado de alguém, sem aprisionar nem pertencer, simplesmente SER ao lado. não há nada que nos prenda um ao outro, a não ser a esfera mágica que se abre cada vez que nos encontramos, cada vez que meus olhos se lançam nos dele e parece que, finalmente, enxergam mais, além, por ângulos novos de se aprender.
não se trata simplesmente de estar ao lado: trata-se de cuidar a cada instante, aproveitar agora, e dar o MELHOR que se tem pra dar a cada instante porque se conhece a brevidade de tudo. centelha de perfeição que oferecemos juntos um ao outro...
Something in the way he moves attracts me like no other lover
Something in the way he woos me
Somewhere in his smile he knows that I don't need no other lover
Something in his style that shows me
está sendo eterno...
segunda-feira, 16 de abril de 2012
ao tempo e à disciplina
nosso corpo se acostuma na inércia; é, na verdade, uma tendência que ele se acomode. e lutar contra essa tendência é fascinante, é todo dia, a cada instante, quando se teima em acordar cedo e abrir a janela, acordar, Maria Bonita, pra fazer café, sentir o cheirinho de aconchego e se manter desperto! quando se traz à tona algo que PRECISA ser feito, dá-se o início da trajetória. enquanto não se enfrenta o problema, ele fica lá, e permanecemos olhando pra ele de longe, sem movimento. como diz meu príncipe galês, temos de fazer não simplesmente o que queremos, o que nos dá prazer ou angaria status a nós: temos de fazer O QUE TEM DE SER FEITO. ah, e tem TANTA coisa precisando ser feita por aqui!!
o tempo, enquanto vida, há que ser respeitado e bem utilizado. cada instante, sem passividade, desse jeito mesmo que eu vejo e sinto a vida! não tem segredo, embora haja maneiras de se colocar na linha "à força" até que passe a ser parte do nosso ethos.
no meio da organização, se pode muito melhor compreender o todo e sobretudo o si-mesmo - afinal, é por nós que podemos definir aquilo que se vê fora. há que se haver ordem na casa e no corpo para que haja organização na nossa vida como um todo - na mente, nos sentimentos e na alma. são esferas todas interligadas e a limpeza física e moral reflete diretamente no nosso interior.
lembro que vivi meses na minha casa de um modo tão, mas tão desregrado, e era tamanha a desorganização que, é claro, minha vida era toda uma bagunça: problemas financeiros, estômago ruim, péssima alimentação, falta absoluta de disciplina e, devo dizer, poucas conquistas de fato. era como se, ainda que eu corresse, andasse sempre vagarosamente. e aos poucos foi-se pedindo uma mudança. e como num lindo processo fui arrumando minha casa, tornando-a colorida, uma parede de cada vez, um enfeite a cada semana, uma mudança por vez. e assim, paulatinamente, tudo se organizou na esfera física e nas outras todas dentro de mim, de modo que as conquistas começaram a aparecer, resultado de disciplina, de tempo bem utilizado, de esforço e boa utilização de cada potencialidade que possuo, como também possui todo ser humano.
e que assim seja!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
e as cafonices não cessam...
Ai, que aconchegante é escutar uma música bem brega de repente e associar cada frasezinha demodê ao que você está sentindo...Your love is king
Crown you in my heart
Your love is king
Never need to part
Your kisses ring round and round and round my head
Touching the very part of me
It's making my soul sing
Tearing the very heart of me
I'm crying out for more
You're making me dance inside
This is no blind faith
This is no sad and sorry dream
This is no blind faith
You're making me dance...
quarta-feira, 4 de abril de 2012
a dois bobos e cafonas

tem toque de perfeição em tudo que é, se perde no mundo, e fica no meio do mundo
se dá vontade de agradar, eu agrado, ainda que por vezes haja receio de entrega
se dá vontade de brincar e apertar e morder e ser pra ele, eu sou
o melhor de tudo é não fazer a menor idéia de onde isso vai parar, de até onde vamos juntos
a gente ri do outro, com o outro, e finge se esconder quando se encontra no portão, e fica mandando beijos até sumir no horizonte, da moto, do ônibus, e faz charme, faz graça, se olha, deixa os olhos se encontrarem, as mãos, e a gente se perde sendo bobo e pegando caderno e fazendo bobeirinhas que só na gente existe e toma forma.
e como é bom tê-lo ao lado pra ser bobo também!
Apaixonados, sim
Até a loucura, sim
Vamos querendo-nos
Ai!, com tal paixão
Que ainda alguns pérfidos
Sem mais escrúpulos
Nos chamam cândidos
Ai!, difamação
Somos cafonas
Isso é conosco, sim
E nunca com ninguém mais
Somos cafonas, sim
Nós aceitamos
E que nos deixem em paz
Apaixonados, sim
Somos românticos
É sintomático
Ai!, do verbo amar
E até as glândulas
Que vertem lágrimas
Se tornam áridas
Ai!, querem chorar
Se nós, românticos
Somos ridículos
Talvez lunáticos
Só por amar
Somos cafonas, sim
Isso é conosco
E nunca com ninguém mais
Somos cafonas, sim
Nós aceitamos
E que nos deixem em paz!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
às boas companhias
às vezes a gente inventa de gostar de alguém. e a gente gosta, se doa, se apaixona, e tal e coisa, e coisa e tal. só que essa pessoa simplesmente não é nossa melhor companhia...
e aí, quê fazer quando já se teve ao lado a melhor companhia do mundo? aquele que é amigo-irmão-namorado-marido-risada-companhia, que é tudo e mais um pouco e que faz toda e qualquer circunstância parecer um espetáculo de magia e sorriso? aí parece que fica faltando um pedaço.
cada amigo, cada companhia tem de ser a melhor companhia no momento em que é, senão não é válido. não costumo perder tempo com conversê, tenho poucos corações simpáticos ao meu e pra eles eu me dedico e sei que pra qualquer canto que eu levar qualquer um desses poucos corações haverá um sol lindo brilhando sobre nós e serão risadas e entendimento e VONTADE de estar junto.
eu não vou tirar cá de mim o que sinto pois seria um atentado à minha paixão. mas o mundo está aí, aberto, e certamente quando me vier uma melhor-companhia-paixão-completude, dessas que a vida já me ofereceu duas lindas e belas vezes, eu fecho os olhos e vou.
não invalida o que vivemos, o que ainda vamos viver, nada disso. e é triste, em certo sentido, olhar assim pra situação. mas tentei, tentei diversas vezes, eu acompanhei, e fui deixada de lado, acompanhei de novo e mais uma vez eu fui deixada de lado. não é culpa de ninguém e não adianta: simplesmente não é uma das minhas melhores companhias e eu também não sou a dele. eu gosto é de ter com quem falar e calar, ser ou não, com quem querer e poder dizer que quero, sem receio de parecer tola. eu sinto falta de demonstrar com euforia, de sentir o gosto sem medo.
me encanta não necessitar do outro, ficar livre e deixar livre; mas, a despeito disso, PREFERIR estar junto. ah, o segredo: não é precisar do outro nem nada disso, nada de dependência. é simplesmente querer estar perto porque se gosta, porque se prefere mesmo. não há que se forçar ficar longe pra provar isso, basta deixar a vida acontecer. a liberdade sincera não precisa de provas, nem precisa se reiterar, sem motivo, só pra ter certeza que ali está. fica forçado. e nada que é forçado é real. tem de vir de dentro.
então que a vida se faça, se apresente a nós e possa ser capaz de trazer ares bons pra que caminhemos juntos por enquanto, mas não deixe de nos apontar um caminho outro para que eu tenha ao meu lado alguém por completo, e ele também possa viver algo que, pelo que parece, nunca viveu: algo todo, cumplicidade absoluta dessas que só se tem quem se permite, que não te isola, que não te tira pedaço - às vezes ele parece temer que tire -, que não seja sufocante ou nada assim, mas que renove e seja, quando perto, o lugar-coração onde você gostaria de estar, que você queira levar pra onde for... não porque você depende da presença dessa pessoa, mas porque você QUER, você GOSTA, e só. e ponto.
na verdade, pode até ser que ele nunca viva isso, talvez por não querer mesmo, não fazer questão. é digno, cada um que viva o que acha válido. mas eu, depois de naturalmente, sem esforço, ter tido esse sentido mais de uma vez, não me furto ao prazer de uma relação que se baste em si e que se possa amar sem ver nisso um problema ou um atentado à privacidade-individualidade do outro.
pode-se ter na vida da gente inúmeras pessoas, e cada uma elas têm de ser a melhor de todas.
não me contento com nada que não seja o melhor do mundo!
e aí, quê fazer quando já se teve ao lado a melhor companhia do mundo? aquele que é amigo-irmão-namorado-marido-risada-companhia, que é tudo e mais um pouco e que faz toda e qualquer circunstância parecer um espetáculo de magia e sorriso? aí parece que fica faltando um pedaço.
cada amigo, cada companhia tem de ser a melhor companhia no momento em que é, senão não é válido. não costumo perder tempo com conversê, tenho poucos corações simpáticos ao meu e pra eles eu me dedico e sei que pra qualquer canto que eu levar qualquer um desses poucos corações haverá um sol lindo brilhando sobre nós e serão risadas e entendimento e VONTADE de estar junto.
eu não vou tirar cá de mim o que sinto pois seria um atentado à minha paixão. mas o mundo está aí, aberto, e certamente quando me vier uma melhor-companhia-paixão-completude, dessas que a vida já me ofereceu duas lindas e belas vezes, eu fecho os olhos e vou.
não invalida o que vivemos, o que ainda vamos viver, nada disso. e é triste, em certo sentido, olhar assim pra situação. mas tentei, tentei diversas vezes, eu acompanhei, e fui deixada de lado, acompanhei de novo e mais uma vez eu fui deixada de lado. não é culpa de ninguém e não adianta: simplesmente não é uma das minhas melhores companhias e eu também não sou a dele. eu gosto é de ter com quem falar e calar, ser ou não, com quem querer e poder dizer que quero, sem receio de parecer tola. eu sinto falta de demonstrar com euforia, de sentir o gosto sem medo.
me encanta não necessitar do outro, ficar livre e deixar livre; mas, a despeito disso, PREFERIR estar junto. ah, o segredo: não é precisar do outro nem nada disso, nada de dependência. é simplesmente querer estar perto porque se gosta, porque se prefere mesmo. não há que se forçar ficar longe pra provar isso, basta deixar a vida acontecer. a liberdade sincera não precisa de provas, nem precisa se reiterar, sem motivo, só pra ter certeza que ali está. fica forçado. e nada que é forçado é real. tem de vir de dentro.
então que a vida se faça, se apresente a nós e possa ser capaz de trazer ares bons pra que caminhemos juntos por enquanto, mas não deixe de nos apontar um caminho outro para que eu tenha ao meu lado alguém por completo, e ele também possa viver algo que, pelo que parece, nunca viveu: algo todo, cumplicidade absoluta dessas que só se tem quem se permite, que não te isola, que não te tira pedaço - às vezes ele parece temer que tire -, que não seja sufocante ou nada assim, mas que renove e seja, quando perto, o lugar-coração onde você gostaria de estar, que você queira levar pra onde for... não porque você depende da presença dessa pessoa, mas porque você QUER, você GOSTA, e só. e ponto.
na verdade, pode até ser que ele nunca viva isso, talvez por não querer mesmo, não fazer questão. é digno, cada um que viva o que acha válido. mas eu, depois de naturalmente, sem esforço, ter tido esse sentido mais de uma vez, não me furto ao prazer de uma relação que se baste em si e que se possa amar sem ver nisso um problema ou um atentado à privacidade-individualidade do outro.
pode-se ter na vida da gente inúmeras pessoas, e cada uma elas têm de ser a melhor de todas.
não me contento com nada que não seja o melhor do mundo!
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